Compositor: Cezar Marques da Silva
Os postes de luz zumbem como máquinas do tempo quebradas
Brilho dourado sobre adolescentes esquecidos
Gravamos nossos nomes no cimento fresco
Jurou que o mundo era nosso, e estava falando sério naquela época
Agora eu ultrapasso fantasmas em segunda marcha
Cada sinal vermelho parece coisa do passado
Dissemos para sempre, querendo dizer por agora
Acho que a eternidade tem um horário limite, de alguma forma
Fitas cassete antigas tocando no painel
As músicas pulam trechos onde as promessas falharam
Sua voz ainda se esconde em zumbidos estáticos
Onde todo nós se desfez
Ainda sinto o gosto do verão na minha língua
Mas cada verso parece não ter sido cantado
O mapa ainda está dobrado na minha luva
Para lugares que deixamos para trás
Não dá para voltar atrás nas milhas que percorremos
As estradas não são de mão dupla
Avançando rapidamente para ontem–
Onde tudo permaneceu igual
A memória não tem modo de reprodução nem de pausa
Apenas arranhões na causa
Apertamos o botão de gravar na hora certa e perdemos o som
Avançando para ontem, ainda estamos por aqui
Aqueles degraus rachados junto à antiga arcada
Ainda cheira a chuva e limonada
Aprendemos tarde demais o truque do tempo–
Ele remove as linhas douradas
Agora, todos os planos parecem um déjà vu
São apenas reprises em um tom mais vibrante
Eu guardo sua risada em estéreo
Mas esse efeito desaparece cada vez que eu vou
Não dá para voltar atrás nas milhas que percorremos
As estradas não são de mão dupla
Avançando rapidamente para ontem–
Onde tudo permaneceu igual
A memória não tem modo de reprodução nem de pausa
Apenas arranhões na causa
Apertamos o botão de gravar na hora certa e perdemos o som
Avançando para ontem, ainda estamos por aqui
Não dá para voltar atrás, não dá para ficar
Avançar rápido para ontem
A fita está toda desgastada
Mas mesmo assim apertei o play