Compositor: Cezar Marques da Silva
Lobos prateados sob minha pele
Roendo buracos, eles rastejam por dentro
Asas de papel que nunca pousam
Caindo mais rápido do que fico de pé
Cada amanhecer parece chumbo
Pintado de dourado, mas em vermelho vivo
Reflexos frios no vidro
Mostre uma cara que eu não consiga superar
Morda a escuridão
Apague a luz
Ouça o grito
Perder a luta
Chega de sonhos
Auréolas enferrujadas, coroas feitas de espinhos
Transforme meu pulso em sons assombrados
Cada batida do coração, combustível emprestado
Alimentando incêndios que não consigo controlar
A verdade se filtra e vira pó
A esperança corrói-se e depois transforma-se em ferrugem
Sussurros rastejam por trás dos meus olhos
Vender conforto disfarçado de mentiras
Morda a escuridão
Apague a luz
Ouça o grito
Perder a luta
Chega de sonhos
Eu construí um reino feito de fumaça
Sorriu enquanto arrancava os quartos
O trono está quente, o chão está frio
Eu sou o rei que não envelhecerá
Santos vazios e pecados carregados
Troco minha medula por novas skins
Continuo a cavar através da dor
Pois sei que a verdade é falsa
Cada espelho permanece cruel
Mostra a gaiola que deixei para trás
Ainda bato, mas nunca saio
Ainda sangro, mas nunca me entristece
Morda a escuridão
Apague a luz
Ouça o grito
Perder a luta
Chega de sonhos
Morda a escuridão
Apague a luz
Ouça o grito
Perder a luta
Chega de sonhos
Chega de sonhos