Compositor: Cezar Marques da Silva
Oi, amor, deixei eles entrarem na sua porta, entro em contato com você mais tarde, talvez
Ela bordou os nomes deles em canções da meia-noite
Fios de aurora percorrendo sua pele
Mas cada abraço era como gelo afiado
Cresceram dentes onde antes havia amor
Ela os alimentou com estrelas em colheres de prata
Eles cospem as constelações de volta
Chamou seu céu de teto quebrado
Seus ecos ecoaram pelas frestas
Coração de papel
Asas rachadas
O vento decide
Tudo
Coração de papel
Asas rachadas
O vento decide
Tudo
Sua sombra costumava guardar os sonhos deles
Agora ele dorme do lado de fora da porta
Ela trocou o canto pelo silêncio
Amor por nada, dor por muito mais
Coroaram-na rainha das cadeiras vazias
Transformaram o toque dela em crime
Ela deixa o trono sem fazer barulho
Até mesmo os monarcas fogem do tempo
Coração de papel
Asas rachadas
O vento decide
Tudo
Toda mãe se tornou um gatilho
Cada abraço é um campo de batalha
Ela não pode plantar flores em um jardim
Onde o solo se recusa a ceder
Coração de papel
Fios soltos
Algumas despedidas
Nascemos como sopros
Coração de papel
Asas rachadas
O vento decide
Tudo
Coração de papel
Fios soltos
Algumas despedidas
Nascemos como sopros
Coração de papel
Asas rachadas
O vento decide
Tudo