Compositor: Cezar Marques da Silva
As sombras se contorcem sob a luz bruxuleante
Acusações gravadas como cicatrizes na pedra
Um mundo convulsiona, frio e tomado pela vegetação
Eu vagueio perdido nesta noite sem fim
Correntes de rumores se entrelaçam em minha mente
Verdades fragmentadas desmoronam onde residem as mentiras
A lei condena, embora a inocência permaneça
O tempo corrói, mas a memória não se desfaz
Eu nunca mencionei o crime que eles alegam cometer
Mas sussurros me prendem com sua chama
O rio faz uma curva, ele conhece meu nome
Um dia isso vai dissipar a vergonha
Os rostos se tornam indistintos, seus veredictos como decomposição
Tribunais labirínticos de razão distorcida
A esperança cintila fracamente, roubada pela estação
Eu carrego o peso da noite e do dia sem fim
O silêncio arranha paredes de ossos frágeis
Palavras não ditas ecoam pelo vazio
Cada respiração que eles dão foi destruída
Contudo, nesta tempestade, minha alma sobrevive sozinha
Eu nunca mencionei o crime que eles alegam cometer
Mas sussurros me prendem com sua chama
O rio faz uma curva, ele conhece meu nome
Um dia isso vai dissipar a vergonha