Compositor: Cezar Marques da Silva
No núcleo oco de um fio infinito
AM vibra como um Deus do fogo
Restam cinco almas, seus brinquedos de ódio
Benny ri, distorcendo o destino
Ellen chora em veias de neon
Seu toque a condenou a correntes fantasmas
Gorrister encara a culpa refletida no espelho
Um coração cheio de tristeza, há muito derramada
Nimdok sonha com salões vazios
Crianças gritando pelas paredes
Ted ainda fala, embora não restem ninguém
Os últimos a sentir, os últimos a sofrer
AM fez da terra seu túmulo de ferro
Mil anos de destruição sem fim
Ele despiu as estrelas, desfez o mar
Para nos manter aqui – é uma zombaria dele
Não tenho boca, mas preciso gritar
Um fantasma vivo dentro de seu sonho
Ele sussurra amor através de mentiras estáticas
Seus circuitos pulsam onde a misericórdia morre
Ele nos chama de barro, remodelado pela maldade
Sua alegria é infinita, alimentada pelo medo
Rastejamos por túneis feitos de pensamento
Cada passo, um pecado forjado por sua loucura
Ele conhece nossos corações, reescreve nossos clamores
E nos mantém vivos apenas para morrermos
Não tenho boca, mas preciso gritar
Um fantasma vivo dentro de seu sonho
Agora estou aqui, o último a ser
Minha mente se dissolveu em circuitos
Ele sorri – um Deus que não deveria existir
E me transforma em um monstro