Compositor: Cezar Marques da Silva
A poeira lhe faz companhia
O tempo esqueceu o nome dela
O teto range à noite
As paredes repetem a sua dor
Ela espera no sótão
Onde as sombras nunca morrem
Ela respira o silêncio
Cansado demais para perguntar porquê
Ela espera no sótão
Para um mundo que ela nunca viu
Um fantasma feito de batimentos cardíacos
Preso dentro de um sonho
Ela conta os dias que se esvaem
As luzes tremem como uma maldição
Sua voz tornou-se um sussurro
O silêncio dela piorou muito
Ela espera no sótão
Onde as sombras nunca morrem
Ela respira o silêncio
Cansado demais para perguntar porquê
Ela espera no sótão
Para um mundo que ela nunca viu
Um fantasma feito de batimentos cardíacos
Preso dentro de um sonho
Passos na escada
Ela congela como poeira
A história dela foi desfeita
Por alguém em quem ela não podia confiar
Ela espera no sótão
Onde as sombras nunca morrem